Isca Spinner Bait - Características e Como Trabalhar



O Spinner Bait talvez seja uma das mais versáteis iscas desenvolvidas pela indústria da pesca, pois podemos usá-las em várias modalidades e para uma vasta diversidade de peixes, principalmente na pesca da traíra.

Como comercializo equipamentos de pesca a mais de 10 anos, entendo que nem sempre é fácil para o iniciante sincronizar os toques de ponta de vara com a velocidade de recolhimento correta, por conta disso, também considero a spinner indicada para os iniciantes na pesca com iscas artificiais, pois seu trabalho não depende de toques de ponta de vara, mas sim da velocidade de recolhimento empregada na mesma.


Características

O Spinner Bait é composto por uma, duas ou mais colheres (lâminas) de metal, uma haste em formato de “V” também confeccionada em metal, a cabeça sendo na maioria das vezes de chumbo, anzol e a saia (skirt) de borracha ou silicone.



Função das Lâminas

As lâminas (colheres), também conhecidas como Blade, tem a função de dar brilho e o movimento para isca, deslocando considerável volume de água quando em movimento. De uma maneira geral, aqui no Brasil, usamos dois modelos com mais frequência, são eles:

Colorado: Apresenta o formato de gota, sendo este o primeiro modelo criado para compor esta isca. Ideal para ser usado em águas mais turvas e em estruturas mais fechadas, pois devido ao seu formato desloca mais água produzindo maior vibração o que facilita com que o peixe a localize. Justamente por “arrastar” mais água este modelo de lâmina tem a característica de ter um deslocamento mais lento.



Willow leaf: Possui o formato de uma folha. Com as extremidades mais pontiagudas e o corpo mais comprido e estreito este modelo tem uma melhor hidrodinâmica, cortando melhor a coluna d’água e girando mais rapidamente. Por cortar menos água este modelo é ideal para ser usado em águas mais limpas e em condições em que o peixe se encontra mais ativo.



Além do formato outro fator que influencia na produtividade da Spinner Bait é a espessura do metal usado para fabricar as lâminas.

As confeccionadas com chapa mais grossa, obviamente, são mais pesadas e produzem maior vibração. Esta versão é ideal para ser usada com as técnicas Slow Rolling (recolhimento lento do spinners passando por dentro da estrutura) e Burning (recolhimento rápido da isca passando paralelamente a estrutura).

As lâminas produzidas com chapas mais finas são mais leves e possuem menor inércia, criando uma vibração mais sutil e natural. Ideal para técnicas como o Free Falling (parada brusca no recolhimento do Spinner, permitindo que a isca afunde verticalmente com os blades girando).


Qual a cor mais indicada para a lâmina?

As cores fabricadas com mais frequência são a dourada e a cromada, mas as coloridas, que saem deste padrão, também têm sua hora e lugar. Abaixo seguem dois exemplos de combinações entre condições de pescaria e cor a ser usada:

Água limpa, sol e vento: Cor cromada. Nas condições citadas esta cor funcionará como um difusor da luz solar, quebrando o espelho d’água e fazendo com que o brilho dos Blades disperse em várias direções, atraindo a atenção dos predadores a grande distância.

Água limpa e céu nublado: Colorida (especialmente amarelo limão e branca). Com menor incidência de luz os blades coloridos são mais evidentes atraindo assim os predadores.


Cabeça da isca, qual o melhor formato?

As cabeças arredondadas são ideais para o uso em pauleiras, porque conseguem contornar de forma mais natural as estruturas sem inclinar ou permitir que a isca vire e enrosque.

As mais achatadas são indicadas para o uso em estruturas de vegetação como capinzeiros, porque conseguem passar melhor pelos talos e folhas sem enroscar, permitindo que a isca saia limpa das estruturas sem comprometer seu trabalho e eficiência.


Velocidade de recolhimento

Aqui, vemos uma grande dificuldade entre os pescadores e, por conta disso, alguns têm baixa produtividade durante a pescaria.

A Spinner Bait pode e em certas situações deve ser recolhida com uma maior velocidade, mas se a pesca for de traíras, sugiro que proceda de maneira diferente. Mas, isso é assunto para a parte dois desta matéria, que será postada em breve.


Abraço e Boas Pescarias
Rubens Moeller

Radiografia de um Pescador


A Radiografia de um Pescador reflete a realidade ou é fictícia? O que acham? Veja abaixo a imagem completa.

Usem o campo para comentários abaixo para dar sua opinião. 

Abraço e Boas Pescarias!
Rubens Moeller


Chumbada Caperlan Ballast - Ecológica e Dinâmica


A criatividade dos engenheiros da empresa francesa Caperlan, fabricante de equipamentos para a pesca, parece não ter limites. Tempos atrás fizemos uma matéria sobre a Space Box, uma caixa de pesca que se transforma em um porta isca viva ou viveiro, hoje, traremos para você algo ainda mais dinâmico, além de ser ecológico, pois dispensa o uso de pesos feitos de chumbo. O nome do produto é Ballast que traduzindo tem o significado de lastro.

O Ballast é fabricado em Zamak que é a denominação genérica de diversas ligas metálicas, contendo basicamente zinco (Zn), juntamente com Alumínio (Al), Magnésio (Mg) e Cobre (Cu). O nome vem de Zink-Aluminium-Magnesium-Kupfer (zinco, alumínio, magnésio e cobre, em alemão, respectivamente). Sendo que suas antenas são fabricadas em aço.



Este produto foi concebido para substituir o peso convencional feito de chumbo, que é tóxico. Ele pode passar de 60 gramas a 130 gramas em apenas alguns segundos, bastando apenas o pescador inserir os pesos conforme sua necessidade.

Como se não bastasse à praticidade do produto, mesmo no seu formato mais simples, a Caperlan demonstra uma total preocupação em atender a necessidade dos pescadores lançando acessórios para serem utilizados com o Ballast. Veja abaixo as imagens e aplicações destes:


Ballast Light
Como o próprio nome sugere ele tem a função de servir de suporte para a introdução de luzes químicas, com a finalidade de dar luminosidade ao conjunto.

Ballast Feeder
Quando se fizer necessário o uso de ceva para a pesca de uma determinada espécie este acessório atenderá com louvor esta necessidade.


Ballast Link
Se busca uma apresentação um pouco mais natural, utilizando pesos que a própria natureza oferece para efetuar seus arremessos, como pedras ou ostras, este acessório é a solução. Vide vídeo.


Abaixo temos mais fotos e dois vídeos que eliminarão completamente suas dúvidas sobre este produto:













Então, o que acharam deste produto?


Abraço e Boas Pescarias
Rubens Moeller

Correntes de retorno – Como identificar e escapar delas

Correntes de retorno, também conhecidas como marés de retorno ou simplesmente valas, são faixas longas e estreitas de água que podem levar quaisquer objetos que estejam em seu caminho da costa até o mar aberto. Então, podemos definir as correntes de retorno como o refluxo do volume de água que retorna da costa de volta para o mar em virtude do encontro de correntes laterais contrárias paralelas a orla marítima.

Estas correntes existem independentemente ao fenômeno das marés, mas estas podem intensificar o perigo, em especial na maré baixa. A velocidade do fluxo de água retornando ao mar pode variar de 0,5 m/s a até 3,5 m/s.

As correntes de retorno são extremamente perigosas, sendo responsáveis por 85% dos afogamentos, por isso é melhor aprender a identificá-las para poder evitá-las. 

Como identificar uma corrente de retorno

Observem nas fotos exemplos de locais onde existem as correntes de retorno:



Características de uma Corrente de Retorno:

1. Água marrom e descolorada, devido à agitação da areia do fundo, causada pelo retorno das águas;

2. Água com tonalidade mais escura, devido à maior profundidade, sendo atrativas para banhistas desavisados;

3. Água mais fria após a linha de arrebentação, significando o retorno de águas mais profundas;

4. Ondas quebram com menor frequência ou nem chegam a quebrar, devido ao retorno das águas e à maior profundidade;

5. Local onde ocorre a junção de duas ondas provindas de sentidos opostos;

6. Local por onde o surfista experiente geralmente entra no mar;

7. Nas marés baixas, formam ondas do tipo buraco, alimentadas pela água em seu retorno;

8. Pequenas ondulações na superfície da água, causando um rebuliço, em virtude da água em movimento (pescoço da vala);

9. Espuma e mancha de sedimentos na superfície, além da arrebentação, onde a vala perde a sua força (cabeça da vala);

10. Ocupação de uma faixa maior de areia, devido ao maior volume de água, provocando uma sinuosidade ao longo da praia (boca da vala);

11. Perpendiculares à praia, podendo apresentar-se na diagonal;

12. Delimitam ou são delimitados por bancos de areia;

13. Mais difíceis de serem identificadas em dias de vento forte e mares agitados;

14. Mais evidentes em marés baixas;

15. Perda da força de 5 a 50 metros após a linha de arrebentação;

16. Composição em três partes: boca ou entrada, pescoço e cabeça;
 
Como agir dentro de uma Corrente de Retorno

1)    Tente manter seus pés no chão o máximo possível – Obviamente, esta dica servirá apenas no estágio inicial da corrente, mas manter seus pés firmes no chão evitará ou que seja levado pela corrente.

2)    Mantenha a calma - Se você for pego por uma corrente, provavelmente sua primeira reação será entrar em pânico, mas não se desespere, as chances são grandes de você conseguir escapar. Para tal, é necessário se manter calmo, pois a corrente não vai te puxar para baixo d’água, ela vai te afastar da costa.

3)    Não nade contra a contra a correnteza – proceder desta maneira consumirá muita energia do seu corpo. A maior parte das vítimas das correntes de retorno se afoga devido à exaustão de lutar contra ela, não faça isso, conserve sua energia.

Como escapar

1)    Mais uma vez frisamos: mantenha a calma;

2)    Olhe para os dois lados a sua volta para determinar a direção que está mais perto para você sair da corrente;

3)    Caso não seja um bom nadador ou não esteja confiante o suficiente, depois de identificar a direção para você sair, nade em sentido paralelo a praia até sair da corrente, assim que sentir que ela diminuiu, nade em direção a praia;

4)    Se for um nadador experiente e estiver confiante o suficiente, nade transversalmente a corrente, de modo a escapar dela e ao mesmo tempo seguir em direção à praia;

5)    Senão souber nadar muito bem deixe que a corrente o leve até aonde ela se dissipa e acene os braços, buscando sempre um salva vidas.




Ficou com dúvidas, assista o vídeo abaixo:

Fontes: Wikipédia, Sobrasa, Wikhow


Abraço e Boas Pescarias!

Rubens Moeller